Transplanta


Transplanta / Air dry clay, plastic, wood / 2017



Transplanta é um objeto vivo, um híbrido da dualidade corpo e matéria e um ruído entre o animado e o inanimado.

Transplanta pretende transgredir o corpo biológico propondo uma simbiose entre os signos performáticos de gênero em objetos alheios às manifestações de gênero. Através de uma especulação de processos evolutivos, Transplanta procura explorar a noção de corpo transacionado em uma fase na qual objetos hoje entendidos como signos de gênero se fundem anatomicamente com objetos inanimados, criando sua própria concepção de presença.

Através da miscigenação destes signos performáticos descontextualizados, Transplanta procura instigar a dualidade do gênero como uma justaposição de artifícios sociais e afirmando pelo seu oposto à nossa condição não binária  como fator incisivo de nossa humanidade.

Transplant is a living object, a hybrid of the duality of body and matter and a noise between the animate and the inanimate. Transplanta intends to transgress the biological body by proposing a symbiosis between the performative signs of gender in objects other than the manifestations of gender. Through a speculation of evolutionary processes, transplantation seeks to explore the notion of a transacted body in a phase where objects today understood as signs of gender, fuse anatomically with inanimate objects creating their own conception of presence. Through a miscegenation of these decontextualized performatic signs, transplantation seeks to instigate the duality of gender as a juxtaposition of social artifice and by stating by its opposite our non-binary condition as an incisive factor of our humanity

















Transplanta V2.0.18

Transplanta como uma pesquisa de um objeto vivo, é uma obra em constante mutação, por isso seu fim é o estudo do corpo em movimento. A transplanta de 2018, ainda que mantenha seus atributos que se emponderam em sua performatividade não binária, tem um possível retrocesse da Transplanta de 2017, quando foi concebida em sua essência.

Em 2017 passávamos por um período de emponderamento LGBTQIA+ no Brasil nunca visto antes, no âmbito social, cultural e econômico. Em 2018 com o resultado eleitoral ficou evidente como esse progresso ameaçou o conservadorismo brasileiro, e a Transplanta V2.0 sofre algumas alterações de normatividade. Menos Queer, menos selvagem, mais semelhante a um humano em sua forma biológica. No material também existe uma normatização: A transição do Biscuit para a cerâmica no Transplanta V2.0.18 revela um condicionamento estético mais provável.
Transplant as a research of a living object, is a work in constant mutation, so its end is the study of the body in movement. The transplantation of 2018, although it maintains its attributes that have taken on its non-binary performativity, has a possible retrocesse of the Transplant of 2017, when it was conceived in its essence. In 2017 we spent a period of LGBTQIA + in Brazil never seen before, in the social, cultural and economic sphere. In 2018 with the electoral result it was evident how this progress threatened the Brazilian conservatism, and Transplanta V2.0 undergoes some changes of normativity. Less Queer, less wild, more similar to a human in its biological form. In the material there is also a normalization: The transition from Biscuit to ceramics in Transplant V2.0.18 reveals a more probable aesthetic conditioning.



Transplanta V2.0 / Ceramic / 2018

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