Exhibitions / News


ANTES TARDE DUKE NUKEM
Agosto, 2019

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Ana Almeida
Ana Frango Elétrico
Arthur Chaves
Brnuo
Cléo Dobberthin
Daniel Albuquerque
Davi Pontes
Felipa Queiroz
Felipe barsuglia
Franco Palioff
Gabriel Secchin
Gabriela Mureb
Gustavo Torres
Iah Bahia
Ingrid Kita
Janina Mcquoid
Juliana Araújo
Lucas Osório
Mariana Leico
Mayana Redin
Pri Fiszman
Raiana Moraes
Rafael Alonso
Rafael Salim
Victor Mattina
Yan copelli

Oi pessoal, tudo bem?

A exposição ANTES TARDE DUKE NUKEM aporta em uma antiga casa onde já funcionaram clínicas de medicina diagnóstica. Mesmo antes da montagem, da chegada e infiltrada de trabalhos de vinte e seis artistas de meios e suportes variados, coisas ali arquivadas se multiplicavam. A cada armário aberto e sala desbravada: chaves, pacotes, plásticos, papéis, extintores, pias, lixo tóxico.

Diferentes trabalhos se espalham pelas treze salas e entremeios do lugar e não se limitam somente à operar em função de um determinado contexto. É certo que o espaço em questão tem considerada relevância, mas o sistema polifônico que se forma entre as obras supõe um movimento que reverbera para fora dos contornos dados pela experiência espacial. Os elementos que o constituem estabelecem mínimos pontos de contato, entre si e com o lugar, que podem ser percebidos de forma sensível e conceitual por quem os vê / ouve / experimenta.

Cabe ao espectador deslizar e incrustar-se nas múltiplas possibilidades e estratégias presentes na exposição: coisas de diferentes estados e naturezas em relação/contaminação, as vezes compondo com materiais locais, usos insubordinados de objetos, explorações do campo pictórico através de narrativas variadas mas em alguma confluência, texturas em profusão, vídeos, sons, assemblage, performance... Não há um privilégio de uma ideia sobre a outra quando tudo forma uma espécie de organismo composto por diferenças em relação. O impacto conceitual, cromático e estético desse sistema atua na relativa assepsia anterior à (ex) clínica. Uma miríade de novas rotas remontam o lugar e o reterritorializam de modo contingente.

É certo que espaços não existem só por seus planejamentos e construções arquitetônicas, são eles também simbólicos, carregam processos que comportam riscos de falha, como ocorre de modo análogo à linguagem. Em que medida esse texto pode situar? A palavra aproxima ou afasta? Podem seus significados conceituar de modo efetivo alguma coisa? O que eu tento expressar aqui não dá conta de criar senhas ou é capaz de chancelar qualquer história de um lugar e muito menos definir uma exposição coletiva.

Que as palavras aqui enredadas sirvam mais como algo que se sobrepõe aos trabalhos presentes, que se infiltra ao sistema em curso e também ao espaço, suas histórias ocultas e discursos impregnados. Os termos aqui empregados não propriamente auxiliam e jamais se conformam. No limite, contextualizam e apontam sugestões de percurso por uma rede amplamente aberta e virtual – o conjunto de trabalhos presentes na exposição.

Texto: Daniela Avellar





Parabéns
Julho, 2019

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artistas:
allan gandhi
ana prata
antonio simas
básica TV
bertô
bruno baietto
felipe barsuglia
gabriella garcia
marcelo cipis
marcelo jarosz
natalie braido
pedro caetano
pedro ermel
tereza belfort
yan copelli

Gostaríamos imenso de agradecer a presença imensa de todos
estas pessoas imensas nesta grande festividade a somente as
coisas que estão aqui, agora, neste espaço específico, nesta festa
maravilhosa, nesta comemoração per se, neste espaço
assombrosamente delicioso, neste conluio de maravilhas, nesta
casa dos prazeres, neste abrigo de coisas (in)úteis, neste estado
pleno de euforia, nesta comedida linha de desespero, nesta
explosiva linha festiva, neste dia lindo que beija um largo, neste
afago pleno em cores claras, neste espaço onde metáfora não da
conta, deste risinho amarelo que abraça a todos, desta vontade
fortuita de fenestrar tudo, neste abraço aberto que mata como um
sorriso, nesta vontade inteira de dançar.

Muito obrigado, muito obrigado, pedimos desculpas pelo tom do
discurso proferido aqui, compreendemos como algumas questões
são caras – e antecipadas, a todos os presentes. Sim, é por aí que
entramos. E não, infelizmente acabou o chá. Não, aqui não é a casa
de ninguém em específico, mas a casa de todos em específico. A
porta está ligeiramente aberta a 45 graus para que todos possam
passar por ela, adentrar este convívio, postular dúvidas, entender o
porquê está aqui, não apenas aqui onde você, provavelmente
parado, lê, mas aqui-aqui agora etc, perdoe os movimentos
confusos, é o vinho, mas esperamos que seja clara a nossa
intenção de congestionamento simbólico.
Outra coisa: fica, vai ter bolo, e não se esqueçam de fazer carinho na Lulu.





Treta de Gênero
Junho, 2019

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O programa de exposições Treta é resultado do grupo de acompanhamento de projetos Clínica Geral desenvolvido no Ateliê 397, com mediação de Raphael Escobar e Thais Rivitti, no primeiro semestre de 2019. São três apresentações públicas, em três datas, em que convidamos um crítico de arte para debater os trabalhos realizados a partir de discussões e proposições do grupo nos últimos meses. Em cada dia, serão reunidos grupos de artistas cujos trabalhos apresentam afinidades temáticas.

15 de junho: “Tretas espaciais” Antonio Gama, Bruno Baietto, Marta Masiero, Pedro Ermel
29 de junho: “Treta de gênero” Ananda Trezena, Beatriz Guimarães, Yan Copelli
02 de julho: “Tretas de corpo” Elaine Galdino, Mariana Lachner e Paola Ribeiro





O corpo além do corpo
Março, 2019

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Élle de Bernardini, Lyz Parayzo, Yan Copelli
Curadoria: Carollina Lauriano

"A partir de quando um corpo é considerado existente? O que vale como corpo? Um corpo pode pertencer a alguém? O que acontece quando ele pertence a alguém, mas o proprietário e o suposto sujeito não são compatíveis? Que tipo de subjugação política é essa?". Tais provocações, feitas por Paul B. Preciado no ensaio que integra o livro The documenta 14 reader, problematizam as crises sofridas pelos corpos que não se encaixam em um regime de política de gênero pautada pelo binarismo.

Se para os poderosos mecanismos de legitimação social, a existência de um corpo possível passa unicamente pelo reconhecimento do gênero masculino e feminino; os que transitam entre um gênero e outro passam a operar em um campo de não-reconhecimento no âmbito social. São esses corpos que não existem, ou não se encaixam, ou operam no campo da invisibilidade social e/ou institucional que interessam para os artistas que integram essa exposição. Aqui, Élle de Bernardini, Lyz Parayzo e Yan Copelli dialogam, por meios de suas obras, o que vale como corpo?

A fim de ampliar a conversa sobre identidade de gênero e sexualidade, a exposição questiona como a concepção fluida de gênero está marcada, diretamente, por negociações de poder. Explorando o gênero além do binarismo, os artistas investigam o lugar do mesmo na arte e sociedade por meio de temáticas que englobam violência institucional, contrassexualidade e expressões de identidade fluída.

Ao percorrer o espaço da galeria, nos deparamos com corpos que sim, existem, e estão especulando sobre novas formas e estéticas a fim de contestar ordens repressivas em um momento de grande agitação política. Dessa forma, aqui, repensar o que de fato constitui um corpo serve como gatilho para repensar novas possibilidades de futuro capazes de provocar mudanças radicais.





The Others /  Centro Cultural Brasil - Peru
Março, 2019

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Tokio Galería en colaboración con el Centro Cultural Brasil-Perú y el apoyo de la Embajada de Brasil en Lima. Muestra colectiva Internacional en el marco de las ferias de Arte en Lima.

Olenka Macassi (per)
Sujeta Val (per)
Yan Copelli (bra)
Alessandra Risi (per)
César Augusto Ramírez (per)
Carla Salamanca (per)
Javier Vivas (ven)
Lucas Garsés (arg)
Amna Maria Lozano (col)
Renzo Boggio (per)
Daniel Jimenez (col)
Ivonne Fernanda (per)





A casa da galerista  
Março, 2019




Salad days
Janeiro, 2019

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SALAD DAYS is an online exhibition featuring the work of 28 contemporary artists from around the world.

It is winter in the northern hemisphere, and the days are dark. The US government shutdown is the longest in history as Trump decides whether his own nation’s economy is more important than building an immense symbolic wall. British PM Theresa May’s Brexit dead was just smashed in Parliament. I, for one, am feeling a little stretched. We continue to make art, talk about it, teach it, attend art exhibitions or fairs, innovate new projects, and curate shows. Sometimes it feels superfluous to spend so much time finding, sharing, and discussing art, especially when it is not directly addressing, let alone challenging, our current political or socio-economic climate. As I look at work, trends inevitably emerge in imagery, subject matter, technique, and so forth. There are numerous reasons that artists begin working in similar ouevres, ranging from community influence (art school, communal studios, group shows), market factors (what their dealers ask for or what collectors are looking for), but there is also the immeasurable influence of the news, of our endless social feeds. When I notice trends emerge, it indicates what artists are looking at, what they’re feeling, what pressures they’re under, what they wish to utilize, challenge, address, or even escape. As a curator, I feel similarly connected to these pressures or expectations, especially of ourselves as creatives whose voices are made public, and understand the inherent responsibility in that. Am I contributing to a meaningful dialogue if I’m making or curating work that is not overtly political, referencing social issues, or challenging the status quo? A few weeks ago I read artist and educator Paul Corio’s end-of-term letter, which was shared with me by another artist, and I duly passed it along. An excerpt from the final paragraph still rings in my head: "[...] even as you seek increasingly greater subtlety and sophistication in your creative output, never feel embarrassed about expressing the true contents of your hearts, whether it be sorrow or exuberance. Use no irony or filter in its genuine expression, and so long as it is in earnest, let none tell you that it is frivolous or beside the point at our tenuous moment." Paul Corio (in Henri Magazine) Some artwork is political. Some work has a social function, seeks justice, or encourages new thinking and changes to outmoded attitudes. And some work is not about that, but no less with those other types of work. Making, looking, and experiencing artwork as a respite, as much as about the things that challenge us, is essential to being able to continue, not only what we ourselves do, but to move forward, and to maintain a broad, open, and constantly shifting dialogue with others. The work in this exhibition is forward-thinking. It is winter and the days are dark: let us think of spring, of brightness, of the good that we can find when we remember to look for and work toward it.

Kate Mothes Curator, yngspc





A forma das coisas  
Dezembro, 2018


CARGO COLLECTIVE, INC. LOS ANGELES, CALIF. 90039—3414